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Texto de Opinião: AS MUTAÇÕES DA CULTURA

Desde a sua existência até hoje, o Homem destaca-se pela sua capacidade de não só sobreviver como também viver no mundo, em sociedade e comunidade, onde se desenvolve e fortalece servindo-se dos seus instintos naturais e simultaneamente da cultura que adquire, trabalha e partilha sistematicamente, cultura essa, tão necessária e inevitável a um ser pensante.
A mente humana, pela qual se capta, armazena e processa toda a informação adquirida diariamente, a qualquer altura, em qualquer lugar, é onde reside a sua consciência, que cresce à medida que se vai completando e amadurecendo. Esta consciência permite a compreensão, a interpretação do real, da cultura apreendida distintivamente, como exemplifica a citação de Blake: “Um néscio não vê a mesma árvore que um sábio.” Ou seja, consciência aumenta proporcionalmente à cultura. O meio social, o exterior em que o Homem se insere influencia-o, bombardeia-o com informações culturais que este vai retendo e aplicando na vida, ditando o seu curso.
A cultura está em constante mutação, fazendo aparecer e transformar inovações, tendências, modas, padrões, comportamentos e posturas sociais que formam o Homem e a sua vida.
Vejamos o caso do modernismo, que pretendia romper com moldes, conceitos e ideias ultrapassadas, gastas. Foi pela expressão artística, pela arte, pintura e literatura, por iniciativa de artistas e pensadores que se concebeu e enraizou o modernismo na sociedade e certamente serviu de inspiração e contribuiu para modernizar velhas culturas e preceitos.
A cultura e a consciência suscitam novas razões e motivações e, por isso, o eu individual é forçado a procurar, ao longo da sua vida, o seu próprio conhecimento (inatingível) e o dos que o rodeiam.
Não obstante o seu imerso contributo, a cultura excessiva constitui alguma distracção na procura do auto-conhecimento e pode levar ao conformismo, ao abandono do sonho, da imaginação, da inocência (inerente à infância). A Natureza, as coisas simples da vida perdem expressão, atenção, atracção e mesmo a preocupação aos olhos de quem pensa ter e dispor de tudo.
Por tudo isto, hoje, existe o risco de se caminhar para uma sociedade materialista, altamente consumista, fútil e egoísta, cujos princípios estão orientados para a cultura da aparência.
Maria Catarina Madureira, 12º4A1

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