menu
Colégio S. Gonçalo Apoiodo pelo Ministério da Educação
Colégio em 1931 Colégio em 1971 Colégio em 2012
1931 1971 2012
Menu Horizontal pesquisar
Destaques [notícias & avisos]

 

 

 

 

 

 
Artigo: EU ESTOU AQUI!

No jogo decisivo de apuramento para o campeonato do mundo de futebol, Brasil 2014, a seleção portuguesa evidenciou uma competência e um querer que surpreendeu o mundo do futebol. Se a crónica do jogo com a Suécia se restringisse a apenas esse facto, já havia motivos para os portugueses se sentirem orgulhosos. Mas o jogo foi muito mais do que apenas isso, um jogo. Em campo, esteve um jogador que transcende a condição de ser apenas isso, um jogador. Por isso, a imprensa de todo o mundo, no dia seguinte ao jogo, rotulou-o de “deus”, “estratosférico”, “soberbo”, “colossal”. Aos 28 anos, Ronaldo é o exemplo mais cintilante de um português bem-sucedido. Ou, simplesmente, é um exemplo.
Em Solna, a formação portuguesa foi sempre esguia demais para a rudimentar tática sueca e os mágicos passes de Moutinho e Almeida descobriram, por três vezes, um Ronaldo letal. Por três vezes, Cristiano Ronaldo correu sozinho em direção à baliza de Isaksson, perseguido pelos desesperados defesas suecos, incapazes de acompanhar a sua velocidade, com os olhos trocados pelo repentismo das suas movimentações. Por três vezes, o nosso comandante levou ao delírio não apenas os portugueses mas todos os amantes de futebol, como testemunham os muitos vídeos de homenagem que, entretanto, inundaram a internet. Ronaldo foi o esplendor na relva, ele despertou emoções, reforçou o apreço e o respeito que merece, convenceu os críticos e os céticos, esvaziou a cultura da má-língua de quem o inveja, penetrou ainda mais nos nossos corações, resgatou das cinzas o orgulho de sermos portugueses, elevando-nos a autoestima que, ultimamente, certos soldados de caserna teimam em destruir, com as medidas de austeridade com que querem fazer-nos sentir pequeninos, ridículos, perdedores.
Por isso, quando o nosso comandante Ronaldo invadiu o campo daqueles nórdicos ricos e supercivilizados, uma legião imensa de portugueses feridos na sua dignidade corria a seu lado. Quando Ronaldo fixou aquele olhar felino do homem que sabe o que quer e que não faz questão de dizer ao que vai nem pede licença para tomar o que lhe pertence, tinha ao seu lado um exército de portugueses com os dentes cerrados e o olhar aguçado. Quando Ronaldo rematou, por Portugal inteiro, houve chutos no ar e chutos nas cadeiras do café porque o que todos chutávamos era a indignação feita bola, a raiva feita bola. Com ela, Ronaldo marcou três golos e ganhámos o jogo. Com as bolas imaginárias vigorosamente chutadas, os portugueses derrotaram os seus medos, as suas frustrações, tudo o que, no seu dia a dia, lhes limita o direito de sonhar. E, depois de marcarmos cada golo, gritámos a plenos pulmões “EU ESTOU AQUI! EU ESTOU AQUI!”.
Antes do jogo, o vaidoso Ibrahimovic, também candidato a protagonista naquela contenda, disse a um jornalista «Estás a falar com Deus!». No final do jogo, o atarantado jornalista procurou o deus do futebol e disseram-lhe “Está ali, é o CR7, o comandante que vai levar Portugal ao Mundial, cruzando o Atlântico ao leme de uma nau chamada Querer.”.
O génio, o sucesso e o êxito dos outros geram inveja, pois ao vulgar sempre aborrece o vencedor. O CR7 é muito invejado pelo cidadão comum. Muitos sonham poder ter a sua vida e o seu sucesso, mesmo os seus colegas de profissão. Os jogadores são, na sua maioria, egocêntricos, vaidosos, arrogantes e invejosos. Cristiano também será tudo isso, mas é muito mais do que apenas isso. Ele é o menino nascido pobre que, com a sua irreverência, alimenta o sonho a cumprir – ser o melhor do mundo. Ele responde às provocações, às invejas e às maledicências dentro do campo, batendo no peito ao mesmo tempo que diz a quem o respeita, e a quem o inveja, “EU ESTOU AQUI!”. E nós estamos ali, com ele, prontos a correr mais do que todos, por ele, por Portugal, por nós, prontos a sofrer mais do que todos, a ganhar mais do que todos, a ripostar, se necessário, porque “quem não se sente não é filho de boa gente”. Ronaldo tem uma personalidade forte, mas, apesar do luxo, da fama e do proveito, continua a ser um homem humilde e um profissional exemplar. E isso é admirável!
Saibamos nós, os tugas dados ao comodismo, os conformados do momento, os apáticos, os céticos, os incompetentes, os “cadáveres adiados”, os invejosos, os parvos, os arrastados, os “quero lá saber”, os medrosos, os abúlicos e os teóricos, saibamos nós, professores, alunos, pais e educadores, saibamos todos retirar da atitude e da força do português Cristiano Ronaldo a lição de vida que amanhã nos levará a cerrar os dentes e a encarar com coragem e sentido de responsabilidade os desafios da nossa vida gritando “EU ESTOU AQUI! EU ESTOU AQUI!”.
prof. António Costa

Publicado em: 21/11/2013 05:25:18


 

 

 

 

 

 
GEÓRGIA: EXPERIÊNCIA EYP

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original!” – Albert Einstein
Este foi, sem dúvida, um capítulo que irá marcar o meu percurso pessoal e profissional ao longo da minha vida. Concluída a experiência coletiva do EYP, na Geórgia, fiquei com a certeza de que irei iniciar um novo percurso individual, no âmbito de futuras participações em sessões quer nacionais quer internacionais. A preparação da participação de Portugal teve como ponto de partida a colaboração e dedicação por parte de todos os elementos da delegação portuguesa que, para além do trabalho individual de cada um e união de todos, deram a conhecer uma “pedaço” de Portugal.
Inicialmente, cada um dos elementos da delegação teve de escolher um tema atual, de forma a dar resposta aos desafios emergentes da Europa, entre os quais Economia, Alterações Climáticas, Direitos das Mulheres e Igualdade de Géneros, Assuntos Internacionais.
Uma vez chegada à Geórgia, país escolhido para acolher a 74ª Sessão Internacional do Parlamento Europeu de Jovens, deparei-me com um clima diferente, pessoas diferentes, cultura diferente, gastronomia diferente, uma nova realidade com a qual teria de conviver nos 10 dias seguintes.

Os dois primeiros dias foram marcados pelo contacto com o meu grupo. Quinze pessoas com as quais passaria o resto dos dias. Pessoas estranhas, não apenas por ser a primeira vez que as via, mas devido às diversas nacionalidades e, consequentemente, às diversas culturas evidenciadas: Milana (russa), Yulia (bielorussa), Tony (austríaco), Enki (albanês), Ya’gel (holandês), Andys (cipriota), Julia (alemã), Betty (estoniana), Henrikka (finlandesa), Sam (irlandês), Samson (arménio), Julia (sueca), Jill (georgiano) e, a peça fundamental da experiência, o nosso chair - Jan (finlandês). Juntos, constituíamos o comité da economia e dos assuntos económicos (ECON), cuja principal temática era a austeridade, iniciando todo o trabalho com a pergunta “Será que a austeridade é o melhor caminho a seguir?”.

Nos quatro dias seguintes, tentámos preparar o nosso tópico com o máximo de rigor, objetividade e realismo que tal tema exigia. Resumidamente, a nossa rotina iniciava-se por volta das nove horas da manhã, em que, colocando em prática uma técnica proposta pelo nosso chair, em grupos de quatro elementos, fomos partilhando ideias, opiniões e soluções alternativas aos problemas levantados, tendo como objetivo final a apresentação do trabalho diante dos restantes comités, que, posteriormente, iriam votar em cada moção, que seria, depois, enviada para a sede do Parlamento Europeu, em Berlim.

As últimas horas destes dias eram passadas na companhia das pessoas do meu comité, da delegação portuguesa e alguns membros dos restantes comités. Juntos, participávamos em atividades lúdicas pensadas pela organização (festas temáticas, eventos culturais e gastronómicos), onde a diversão e diálogo reinavam. Alcunhas foram colocadas, jogos e brincadeiras foram realizados com vista a melhorar o ambiente e a favorecer a descoberta sobre todos.

Para descrever todos os que conheci, uma simples página não seria suficiente. Eram todos únicos: a frieza dos finlandeses, o rigor dos alemães, a simpatia dos italianos, a imaginação dos russos, a objetividade dos irlandeses… Ao todo, estiveram ali quatrocentos jovens com o propósito de conhecer e dar a conhecer o futuro da Europa!
Catarina Isabel, 12º 1A1










Publicado em: 14/11/2013 06:43:57


 

 

 

 

 

 
Comemoração: DIA INTERNACIONAL PARA A ERRADICAÇÃO DA POBREZA

Para assinalar o dia de hoje, Dia Internacional Para a Erradicação da Pobreza, o Grupo de Educação Moral e Religiosa Católica, juntamente com o Departamento de Ciências Sociais e Humanas, promoveu uma ação de consciencialização para este grande problema social que afeta o Mundo de hoje .
Assim, alunos e professores assinalaram o dia vestindo uma peça de roupa de cor branca e puderam observar os trabalhos realizados por alguns alunos sobre a temática da pobreza e expostos junto ao Ginásio.
Ao mesmo tempo, decorre desde o início desta semana e até ao fim do mês de outubro uma campanha de recolha de alimentos a doar aos mais necessitados. Os alunos e professores que queiram manifestar a sua solidariedade com as vítimas de empobrecimento, devido ao grave contexto socioeconómico em que o nosso país se encontra, devem entregar os bens alimentares na Associação de Estudantes.

Publicado em: 18/10/2013 09:35:58


 

 

 

 

 

 
Comemoração: DIA MUNDIAL DO TURISMO – 2013


ÁGUA: DOM E VALOR!
«Visitastes a terra e a resgastes, enchendo-a de fertilidade. As fontes do céu transbordam em água e fazeis brotar o trigo. Assim preparais a terra» (Sl. 65, 10).
Ao celebrarmos o Dia Mundial do Turismo, neste ano de 2013, olhamos para a água, elemento fundamental da criação, como um dom e um valor. Dom que brota do ato criador, como princípio vital (cf. Gn. 1, 9. 20; cf. Sl. 65, 10); e que é oferecido ao homem para seu usufruto, como um valor que cuidadosamente deve administrar (cf. Gn.
1, 26; Sl. 8, 7. 9).
Consciente da importância da água para a vida humana e toda a sua atividade, o Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes quis tomar, para esta celebração, o tema proposto pela Organização Mundial do Turismo: Turismo e água: proteger o nosso futuro comum, em conformidade, ainda, com a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas que, no contexto da «Década Internacional para a Ação (2005 – 2015) – A água fonte de vida», defende que «a água é fundamental para o desenvolvimento sustentável, em particular para a integridade ambiental e a erradicação da pobreza e da fome, é indispensável para a saúde e o bem-estar do homem, e é
fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio»1.

No intuito de compreendermos a importância deste elemento da natureza, sua simbologia e necessidade de, entre nós, o preservarmos, detenhamo-nos nas seguintes notas:


1. As águas, nas chamadas cosmogonias aquáticas, particularmente orientais, simbolizam a «totalidade das virtualidades»; elas são «fons et origo» - fonte e origem;
«a matriz de todas as possibilidades de existência»2. Precisamente porque simbolizam

«a substância primordial de que nascem todas as formas»3, estando presentes no

princípio e no fim de todos os ciclos cósmicos, enquanto realidade germinativa e fonte de vida, em todos os planos da existência.4
A água, um dos «mais importantes pressupostos da vida»5, assume igualmente na

simbologia bíblica o sentido de «felicidade», de «segurança» e de «vida», ainda que simultaneamente, pelas características de elemento que facilmente se esvai, a perceção da «transitoriedade» da própria existência humana.6 Nesta simbólica bíblica, a água manifesta essencialmente a própria vida divina, que sobre nós se derrama, particularmente quando Deus é apresentado como «fonte de água viva» (Jer. 17, 13); imagem que ganha sentido pleno em Jesus Cristo, que Se afirma a si próprio como fonte dessa água (cf. Jo. 4, 10), capaz de se tornar, para os que n’Ele creem, uma fonte que jorra para a vida eterna (cf. Jo. 4, 14).7 O texto do Antigo Testamento simbolizava já na água a plenitude do próprio reino de Deus, pois que assim como aquela, por onde passa, renova todas as coisas, também este Reino será definitivo, plenificando toda a criação (cf. Ez. 47, 1. 12). E, para o cristão, de modo particular, a água remete ainda para o dom do batismo, pois por ela fomos purificados, tornando-nos - unida ao dom do Espírito Santo - participantes da condição singular de filhos de Deus (cf. Rm. 6, 4 – 11).8
Ora, quer nas cosmogonias referidas, quer na simbólica bíblica, a água é apresentada

numa das suas características fundamentais – fonte de vida. Sem ela não há existência. Na verdade, ela é «fons et origo»9, o que a torna tão preciosa, quanto essencial. Assim sendo, absolutamente necessária à vida de toda criação e, consequentemente, de todo o género humano. Sabemos, todavia, que a água é um recurso limitado e que, à escala global, nem todos têm igual acesso a este dom fundamental, particularmente quando as transformações climatéricas tendem a estender sobre boa parte do orbe terrestre um
manto crescente de desertificação. Daí que se imponha, no que se refere ao acesso à água, o mesmo princípio fundamental, definido pelo Concílio Vaticano II, a propósito do destino universal dos bens: devem servir a todos os homens e povos, de modo que a todos cheguem equitativamente, segundo os princípios da justiça, que não podem separar-se da autêntica caridade (GS. 69). O que pressupõe, à medida que se consciencializa o limite dos recursos disponíveis, «a necessidade de interpretar os ritmos da natureza e de tê-los em conta na programação do desenvolvimento» (SRS.
26), como referia o Papa João Paulo II. Tanto mais que, no que se refere à água, este recurso incide diretamente sobre as condições de vida de cada pessoa e sobre as suas mais elementares capacidades económicas.

O turismo, neste contexto alargado, deve favorecer o respeito pelo ambiente – a autêntica «preocupação ecológica» (SRS. 26) - no uso mais moderado dos recursos naturais e numa perspetiva de solidariedade com todas as culturas locais.10


2. A água é um valor singular para toda a atividade turística, direta e indiretamente. O recurso a este elemento natural está presente nas atividades de lazer: na procura das estâncias balneares ou de recreio aquático; no turismo de natureza; e no turismo de saúde, concretamente com as clássicas ou novas modalidades de termalismo e SPA. O consumo dos recursos hídricos aumenta ainda com o número de turistas, seja na restauração ou nos espaços de alojamento. Acrescendo, igualmente, a sua utilização como meio de embelezamento e de arranjo urbanístico, em espaços públicos. Não deixando, ainda, de se considerar a indispensabilidade da água na manutenção e gestão de espaços de recreio e desporto, entre os quais sobressai a prática do golfe. Estas e outras necessidades configuram uma forte utilização dos recursos existentes, nem sempre consciente das suas implicações face aos recursos realmente disponíveis.
Portugal, felizmente, é um país dotado de uma grande diversidade de recursos hídricos: seja na costa atlântica que o percorre a ocidente e a sul; seja na multiplicidade de rios, ribeiros e riachos que serpenteiam a nossa paisagem natural; nas múltiplas fontes que jorram em espaços naturais; ou nas diversas unidades aquíferas, que permitem a utilização das suas águas em atividades correntes ou em contexto de termalismo e saúde. Portugal dispõe ainda de uma boa quantidade de aquíferos que permitem a captação e comercialização da água, em larga escala, enquanto recurso económico.
Não obstante, algumas zonas do país, particularmente nos períodos de menor precipitação, sofrem já a carestia deste bem essencial, quer para o consumo doméstico, quer para as atividades económicas do setor primário, com destaque para a agricultura e a pecuária. Isto verifica-se, particularmente, em zonas tendencialmente mais secas, como o Alentejo ou algumas zonas do Nordeste Transmontano. Sabendo-se ainda que, com as alterações climáticas, Portugal sofre, e virá a sofrer no futuro, um processo de diminuição de recursos hídricos, por via do aquecimento global, a que se somam igualmente os dramáticos incêndios, em cada verão, aliados à tendência para a monocultura do pinheiro bravo e do eucalipto - cujo efeito de retirada de água dos solos é bem conhecido - em detrimento de uma reflorestação assente na diversificação das espécies florestais, com recurso especial às espécies endógenas de cada região. Por tudo

isto, necessitamos de uma especial atenção à gestão dos recursos hídricos verdadeiramente disponíveis e a uma gestão sustentável que assegure a sua viabilidade futura.


3. Neste Dia Mundial do Turismo, com o enfoque na atenção à água, como meio de proteger o nosso futuro comum11, algumas atitudes nos são exigidas, seja no uso racional imediato deste bem indispensável, seja numa perspetiva de gestão dos recursos existentes, a fim de se assegurar a sua sustentabilidade futura. Assim, devemos, desde logo e em primeiro lugar, formar as novas gerações para o uso correto da água, consciencializando-as para a sua importância, numa séria e autêntica formação ambiental. Depois, cabe-nos valorizar todos os recursos hídricos existentes, usando-os com moderação e cuidando deles, da sua qualidade e salubridade. Neste sentido, impõe-
se-nos um particular cuidado com todas as formas de poluição; com o uso indevido dos cursos de água e seu esbanjamento desnecessário; com o derrame de efluentes de origem industrial, ou mesmo de pequenas explorações agrícolas ou pecuárias, e respetiva contaminação de cursos de água que servem as populações; ou ainda um particular cuidado na conservação de aquíferos que possam servir de autênticos reservatórios para as necessidades futuras.
De igual modo, o tratamento de esgotos e efluentes - felizmente uma prática mais comum nos vários municípios - permite a reutilização da água, particularmente para irrigação de jardins e espaços de cultivo, ou mesmo para descargas sanitárias. O mesmo se podendo aplicar à utilização das águas pluviais. Na verdade, o princípio tão difundido da reutilização bem se pode aplicar à água, recurso natural de primeira necessidade que devemos cuidar. Nesta perspetiva, ainda, a reutilização é possível, em sistemas de circularidade, quando a água é utilizada em contexto de arranjos urbanístico e de embelezamento de alguns espaços públicos.
Cada vez mais, hoje, se utilizam dispositivos de controlo do consumo de água, passiveis de serem aplicados em contextos tão diversos como a hotelaria, a restauração e outros espaços de particular serviço à prática do turismo. Estes sistemas têm a vantagem de racionar o consumo de água, sem deixar de servir convenientemente os turistas ou visitantes.
Especial atenção nos merece o mar, fonte de tantas possibilidades, na diversidade de recursos que coloca ao nosso alcance. Desde logo, a preservação das suas águas e dos seus ecossistemas marinhos deve ser preocupação cimeira, de autoridades e de turistas.

Depois, o mar permite-nos o aproveitamento das suas águas, seja nos diversos contextos de recreio e balneares, seja em atividades de saúde, como os centros de talassoterapia, hoje cada vez mais divulgados.
Particular cuidado nos deve merecer a floresta e as modalidades de reflorestação. A utilização de diversidade de espécies - com especial utilização das endógenas de cada região – é um bem que teremos de salvaguardar: para evitar fenómenos de desertificação e incrementar uma maior diversidade florestal, de que o turismo tanto pode beneficiar. É evidente que na atual gestão da floresta se sobrepõe um interesse económico imediato, com o recurso a manchas contínuas de espécies únicas e de crescimento mais rápido, a uma diversidade que enriqueça os solos, a paisagem, a própria preservação da floresta e, por consequência, o turismo. Portugal é um país verde; e muito terá a beneficiar desta diversidade.
Sem pretender esgotar princípios e orientações de caracter técnico, que outros conhecerão em maior profundidade, cabe-nos aqui consciencializar para as múltiplas possibilidades ao nosso alcance na gestão dos recursos naturais e, em particular, dos recursos hídricos. O turismo será sempre responsável e beneficiário das medidas que possam ser tomadas no sentido de salvaguardar tais recursos. Da sua boa gestão e sustentabilidade dependerá, igualmente, a sustentabilidade da oferta turística.


O turismo depende dos recursos hídricos e da sua qualidade. Valorizá-los é um ato de inteligência e de viabilidade futura. Por outro lado, o turismo faculta-nos a oportunidade de cuidar da nossa casa comum, de que depende, e de louvar, como o profeta, ao Deus Criador, que permanentemente nos oferece os Seus múltiplos dons, deixando brotar do íntimo do coração o louvor incessante: «todas as águas…bendizei o Senhor: louvai-O e exaltai-O para sempre» (Dn. 3, 60).


Luso, 25 de Setembro de 2013

Pe. Carlos Alberto da Graça Godinho

Diretor da Obra Nacional da Pastoral do Turismo (ONPT)




1 Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes – Mensagem por ocasião do Dia Mundial do Turismo 2013: Turismo e água: proteger o nosso futuro comum. Cidade do Vaticano, 24 de Junho de 2013.
2 Mircea Eliade – Tratado de História das Religiões. 1ª Ed. Porto: Edições Asa, 1992, p. 243.
3 Ibidem, p. 243.

4 Cf. Ibidem, p. 246.
5 Voc. Água in AA.VV. – Dicionário Bíblico. Porto: Editorial Perpétuo Socorro, 1983, p. 16.
6 Ibidem, p. 16. Cf. Carlos Alberto da Graça Godinho – Perspetivas para uma Pastoral das Termas.
Ferragudo, 2010, p. 2.
7 Cf. Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes – Mensagem por ocasião do Dia
Mundial do Turismo 2013. Op. cit.
8 Cf. Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes – Turismo e água: proteger o nosso futuro comum, op. cit.
9 Vide nota nº 2.
10 Cf. PAPA JOÃO PAULO II – Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial do Turismo 2002:
Ecoturismo, chave do desenvolvimento sustentável. Vaticano, 24 de Junho de 2002, nº 3. Cf. Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes – Turismo e água: proteger o nosso futuro comum, op. cit.
11 Cf. Organização Mundial do Turismo – Turismo e água: proteger o nosso futuro. In Pontifício Conselho
para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes – Mensagem por ocasião do Dia Mundial do Turismo 2013,
op. cit.





Publicado em: 27/09/2013 06:14:28


 

 

 

 

 

 
Palestra: Crise de Valores/Crise Social

Num mundo em que se faz sentir uma profunda crise social, questionamo-nos a cada instante: onde estão os valores?
Vimos, pois, convidá-lo/a a estar presente numa palestra/debate organizada pela Biblioteca do Colégio de S. Gonçalo, no dia 3 de outubro, pelas 21:00 horas, dedicada ao tema Educar para a cidadania – Crise de Valores & Crise Social.
Será, certamente, um sarau imperdível de debate e reflexão em torno da crise de valores. Afinal, qual será o papel das famílias, da escola e da sociedade no ensino dos valores que contribuam para a construção de um verdadeiro Humanismo?
Contamos com a sua presença.
Para mais informações, basta contactar a Biblioteca do Colégio.
Biblioteca do Colégio de S. Gonçalo
Os responsáveis


Publicado em: 20/09/2013 06:13:12

205 registos

1| 2| 3| 4| 5| 6| 7| 8| 9| 10| 11| 12| 13| 14| 15| ... 41|
©  Grupo de informática/informática de gestão @ Colégio de S. Gonçalo - AMARANTE - 2010/2012
users online:       IP: 3.234.208.66: