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Destaques [notícias & avisos]

 

 

 

 

 

 
INAUGURAÇÃO: DAS MICROBIBLIOTECAS DO COLÉGIO DE S. GONÇALO

O Colégio escolheu o dia 23 de outubro de 2017, por se celebrar o dia internacional das bibliotecas escolares, para inaugurar três novas bibliotecas. São microbibliotecas, novos espaços que suportam o projeto do Grupo Disciplinar de Português denominado “Chamada para a Leitura”.
Pode dizer-se, em linguagem figurada, que, nove meses depois de tudo começar, a criança nasceu. Em janeiro deste ano, o Colégio celebrou um protocolo com a Fundação PT, no qual se comprometeu a transformar três antigas cabines telefónicas da Portugal Telecom em microbibliotecas escolares.
No «período de gestação», o Colégio procurou parceiros que pudessem ajudar-nos a concretizar o projeto, uma vez que as cabines estavam em muito mau estado. Depois do meritório trabalho de restauro realizado pelos alunos de mecânica, a Serralharia Aguiar ofereceu as portas para as cabines, as estantes foram oferecidas por empresas locais (Móveis Mo. Fil., Djess Móveis, Quinta de Palmazões), os livros foram oferecidos por diversas entidades (Porto Editora, Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, Livraria Tulipa, Livraria Zé, Brintâmega, Petrofregim) e colaboradores (prof. António Augusto Silva), pais e alunos, as paletes para os sofás foram oferecidos pela Forgottensteps, a majestosa oliveira plantada junto à cabine 1 foi oferecida pelo Café Bar; contamos ainda com o apoio da Câmara Municipal de Amarante.
Junto às três cabines, aconteceram diversas atividades lúdicas, direta ou indiretamente relacionadas com os livros e os seus autores: poesia, canto, dança, música, peça de teatro, apresentação de livros infantis (na primária, esteve o escritor João Manuel Ribeiro), leitura dramatizada, história andante, elaboração de desenhos a partir de livros lidos, produção de livros com fragmentos de histórias, decoração de espaços com personagens dos livros infantis, criação de estendal de atividades, mercado de livros ambulante, afixação de post-its com frases de autor, divulgação de textos de autor, largada de balões… Foi um dia diferente.
A semente foi lançada à terra. Agora, para que ela germine e dê fruto, é necessário que muitos se sintam motivados a atender esta chamada para a leitura que lhes foi dirigida – uma chamada de valor acrescentado!
Dos professores e educadores, espera-se o exemplo e o estímulo. Como disse Albert Einstein, “Onde há um desejo, há um caminho.”. E, dizemos nós, o caminho faz-se caminhando.
Um bem-haja a todos os professores, educadores e alunos, especialmente os dos cursos de Mecânica, de Animação, de Comunicação e de Ciências e Tecnologias que, de algum modo, contribuíram para as atividades do projeto.
Um agradecimento especial aos senhores vereadores Lucinda Fonseca, vice-presidente da CMA, e António Ribeiro, vereador da Educação da CMA; um abraço ao professor Paulo Miranda, que prontamente acedeu ao nosso convite para dinamizar a atividade da «História Andante», na pré-primária.
Microbibliotecas do Colégio: uma chamada para a leitura.
Pelo Grupo Disciplinar de Português do CSG,
prof. António Costa

Publicado em: 24/10/2017 05:34:44


 

 

 

 

 

 
Infocursos: a informação sobre todos os cursos do ensino superior ao detalhe

Acede aqui.
O portal Infocursos é mantido pelo do Ministério da Educação e disponibiliza informação variada sobre licenciaturas e mestrados do Ensino Superior, desde as notas médias, frequência e nível de emprego.
Os dados foram atualizados esta semana, mesmo a tempo de ajudar os alunos que se candidatam ao ensino superior a fazerem a sua escolha de curso e universidade de forma mais consciente e informada.
No Infocursos, é possível ver as estatísticas nacionais sobre os candidatos aos cursos, em termos de demografia, quantos alunos entraram na primeira opção, as médias de notas e também qual a percentagem que, um ano depois de terminarem o curso, estavam inscritos como desempregados no IEFP.
Todos estes dados podem depois ser vistos também curso a curso, escolhendo a instituição de ensino e o respetivo curso, o que permite ter uma ideia mais concreta da empregabilidade do curso, mas também das médias finais e da tipologia dos alunos que frequentam essa opção.

Fonte: http://tek.sapo.pt/extras/site-do-dia/artigos

Publicado em: 17/07/2017 12:23:05


 

 

 

 

 

 
1º Prémio: Concurso “No Poupar está o Ganho”

Colégio de São Gonçalo ganha o 1º prémio, a nível nacional, do concurso “No Poupar está o Ganho”, promovido pela Fundação Dr. António Cupertino de Miranda/Museu Papel Moeda, na categoria de 2ºciclo.
No passado dia 13 de junho, as turmas do 6ºano do Colégio de São Gonçalo, representadas por um grupo de alunas, participaram na sessão solene de apresentação de trabalhos da 7ªedição do concurso.
Neste concurso apresentaram um projeto intitulado “P.I.G.” - Projeto Individual de Gestão, desenvolvido nas aulas de Educação Financeira. Este projeto tem como objetivo auxiliar os alunos a gerir o seu dinheiro de forma consciente, sabendo que os rendimentos têm de fazer face às despesas, evitando compras por impulso, bem como despesas supérfluas. Desta forma adquirem literacia financeira, tornando-se, assim, adultos financeiramente mais responsáveis fazendo face à sociedade consumista em que vivemos.
Estiveram presentes inúmeras individualidades, nomeadamente o ex.mo. Sr. Secretário de Estado da Educação, Prof. Dr. João Costa, para além de alunos de 22 turmas, professores e diretores de agrupamentos.
O prémio foi entregue pelo Ex.mo. sr. Secretario de estado.
De salientar ainda, o empenho, motivação, dedicação e o trabalho das alunas, Margarida Freitas, Maria Costa, Leonor Magalhães, Joana Magalhães, Beatriz Carvalho, Beatriz Lencastre e Daniela Ribeiro
Ainda agradecer à professora Susana Cruz, responsável pelo designer gráfico do P.I.G., ao Colégio de São Gonçalo, na pessoa do Sr. Diretor Marco Silva, pela oportunidade e pelo apoio, à professora Laura Viana pelo acompanhamento dado aos alunos, na já referida sessão solene.
A professora,
Andreia Pinto





Publicado em: 04/07/2017 13:39:40


 

 

 

 

 

 
Colégio: vence concurso nacional

Projeto Individual de Gestão (PIG) conquista 1º prémio
O PIG, projeto de gestão realizado nas aulas de Educação Financeira do sexto ano de escolaridade, pretende que as pessoas consigam poupar mais a partir da sua utilização. A sigla PIG significa Projeto Individual de Gestão e apresenta-se sob a forma de uma pequena caderneta que permite a gestão financeira do seu utilizador. Esta caderneta existe em formato de ano letivo e de ano civil.
O projeto foi a concurso no Museu de Papel Moeda, Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, e chegou à segunda fase, onde a criação do projeto é mais intensa. O projeto foi construído em parceria com o curso Científico, Tecnológico e Informático, pois pretende-se criar uma aplicação para Android e Ius. Este projeto foi distinguido com o primeiro prémio a nível nacional.
A responsável pelo projeto foi a professora Andreia Pinto, sendo que também tivemos a sorte de ter a colaboração de outros professores que nos ajudaram a preparar a apresentação do projeto. O grupo empreendedor do projeto é constituído por sete alunas do 6º C: Beatriz Carvalho, Beatriz Lencastre, Daniela Ribeiro, Joana Gonçalves, Leonor Silva e Maria Costa.
Maria Costa, 6º C




Publicado em: 16/06/2017 06:28:09


 

 

 

 

 

 
DESTAQUE: DIGA, CARO EÇA!

“Não é uma existência, é uma expiação.” Cento e quarenta e seis anos depois, o país continua perdido, o povo continua na miséria e questiona-se ainda o paradeiro “da inteligência e da consciência moral” de Portugal. Assustadoramente atual, a genialidade de Eça reflete-se no caráter intemporal da sua obra, presente tanto em fragmentos das suas crónicas sociais e culturais, como num dos seus mais prestigiados romances: Os Maias. Mais do que um romance, esta crítica de costumes expõe um Portugal incapaz de se regenerar, um Portugal pervertido e dissolvido pela ignorância, futilidade e hipocrisia características da alta sociedade do século XIX.
A adequação da crítica queirosiana ao Portugal do século XXI torna inevitável o reconhecimento de Eça de Queirós como um visionário e como um pensador lúcido e clarividente, e motiva, evidentemente, o traço de um paralelismo entre o contexto social de ambas as épocas e da eventual intemporalidade da sua obra. A verdade é que o Realismo e o Naturalismo procurados por Eça com Os Maias permitem uma crítica inteligível a um conjunto de personagens que, tipificadas através de determinados vícios e atitudes, se transpõem na sociedade portuguesa atual.
Comece-se pelo episódio do Jantar no Hotel Central. Não será difícil encontrar, nos dias de hoje, aclamados membros de altas classes dirigentes do país cujas regalias são provindas da corrupção e da falsidade e que, posto isto, poderão ser considerados Banqueiros Cohen do século vinte e um. Atualmente, é frequente ver, nos órgãos de comunicação social, notícias relacionadas com casos de indivíduos calculistas que retiram proveito do cargo que ocupam em certas instituições, fazendo negócios em benefício próprio. A título de exemplo, é de notar os conhecidos casos do banqueiro Ricardo Salgado, ou, mais recentemente, o de Oliveira e Costa, administrador do BPN, condenado por crimes de falsificação de documentos, branqueamento de capitais e burla e fraude fiscal qualificadas. Dois séculos depois, é ainda possível encontrar um Portugal estagnado e ineficaz no combate à corrupção.
Recordemos, agora, os encontros fortuitos com as mulheres em Sintra e as reuniões de Carlos e da Condessa em casa da titi e também aí chocaremos com a imutabilidade da típica personalidade portuguesa. Talvez a afirmação de Jeroen Dijsselbloem não seja totalmente descabida e despropositada, ainda que tenha um tanto de imponderação e inconveniência perante o nosso país, dadas as funções que desempenha. Talvez não se possa “gastar todo o dinheiro em mulheres e álcool e, depois, pedir ajuda.” Talvez se o país se preocupasse, em primeiro lugar, em educar e reformar mentalidades desinteressadas e ignorantes no que concerne assuntos de interesse nacional, esta ajuda exterior não tivesse sequer de ser uma opção. Talvez se deixássemos de importar “leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, indústrias, modas, maneiras e pilhérias”, e se abandonássemos parcialmente a vida despreocupada e de folia de que somos, por vezes, acusados, pudéssemos recuperar totalmente a independência e proeminência de Portugal face aos restantes países europeus.
Também o jornalismo corrompido e desprovido de ética retratado n’Os Maias se repete no jornalismo atual. Revistas cor de rosa e jornais sensacionalistas, que promovem a mentira e que servem certos interesses económicos, adequam-se perfeitamente à crítica queirosiana, que aborda um jornalismo de escândalo, parcial e irresponsável.
Note-se, por fim, a crítica feita ao atraso cultural da elite burguesa e da aristocracia lisboeta, no episódio do Sarau do Teatro da Trindade, e a denúncia do cosmopolitismo postiço, presente nas Corridas de Cavalos. A verdade é que, ainda hoje, importamos tradições e culturas estrangeiras e sobrevalorizamos a cultura vazia e descartável global, em detrimento dos valores próprios do país e do talento e arte portugueses. O consumismo desenfreado e o desejo de uniformizar todas as manifestações culturais, imitando forçadamente os comportamentos estrangeiros, levam à decadência e à perda gradual da identidade de um país. Basta refletir um pouco sobre o que acontece, atualmente, em Lisboa e no Porto, com o turismo de massas que conduz à descaracterização destas cidades e daquilo que é, efetivamente, português.
É urgente que se retome uma cultura com significado, de caráter didático, que tenha o propósito, tal como a obra de Eça, de reformar as mentalidades do século vinte e um e de despertar a atenção relativamente à necessidade de emendar alguns comportamentos que caracterizam a sociedade portuguesa desde há dois séculos.
Ou será que é necessário outro Eça de Queirós para abanar consciências?

Maria Teresa Oliveira
11º 1A1

Publicado em: 12/06/2017 05:19:19

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