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Visita de Estudo: CPF

Os professores de Tecnologias dos Media, sempre preocupados em ocupar o espírito dos seus jovens alunos, desassossegando-o, decidiram aproveitar a visita de estudo ao Centro Português de Fotografia (C.P.F.) para propor aos alunos do 11º 4A2 que percorressem as ruas do centro histórico da «cidade invicta» e, de máquina fotográfica, aí fazerem uma sessão fotográfica. Assim, deambulando pelas ruas e vielas do Porto, os alunos puderam fotografar tudo o que lhes pareceu belo e merecedor de um click.
Apesar do tempo não ter ajudado, pois estivemos sempre envoltos numa «cor monótona e londrina», motivos não faltaram, situações que deram ótimas fotografias, sempre com o Porto como cenário porque, quando andamos pelo Porto e reparamos realmente na cidade que vemos, deparamos com motivos e ângulos fotogénicos a cada esquina. O Porto é assim, uma cidade encantadora que nos provoca e nos inspira. Mas, ao mesmo tempo, exige de nós diferentes «rituais do ver».
A primeira parte do projeto de visita de estudo levou os alunos até ao Centro Português de Fotografia (C.P.F.), atualmente sedeado na antiga Cadeia da Relação, espaço biográfico e ficcional da obra de Camilo Castelo Branco (estivemos no espaço-cela onde o autor escreveu o Amor de Perdição), tendo sido acompanhados pela Drª Sónia Silva, técnica que, gentilmente, nos orientou pelos diversos espaços museológicos do C.P.F., proporcionando uma visita guiada deveras interessante e enriquecedora. Os alunos ficaram a saber que o C.P.F. existe desde 1997, enquanto serviço público criado pelo então Ministério da Cultura, para assegurar uma política nacional para a fotografia. Atualmente, é tutelado pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e tem como missão salvaguardar, valorizar e promover o património fotográfico.
Quanto à exposição permanente, ela encontra-se organizada por grupos tipológicos (ou “famílias”); a exposição inicia-se com exemplares raros de câmaras daguerreotípicas, percorrendo, em seguida, o longo período das câmaras de campo (em madeira) e das câmaras de estúdio, verdadeiras obras-primas da marcenaria da transição do século XIX-XX. São apresentados câmaras e visores estereoscópicos, num percurso histórico-evolutivo, desde os primeiros exemplares às “descartáveis” atuais. O mesmo esquema de apresentação é seguido no caso das câmaras de fole, compreendendo exemplares raros, de grande valor estético e em magnífico estado de conservação. O período de grande vulgarização da prática fotográfica amadora pode avaliar-se pela seleção de umas dezenas de “Caixotes”, de vários materiais e países. Também a época do fotojornalismo é revisitada, com uma bela coleção de câmaras 35 mm, destacando-se as Leicas e um grande número de imitações desta câmara mítica. O mesmo acontece, no caso das câmaras de objetivas gémeas, com as Rolleis e suas inúmeras imitações, e nas de médio formato com a Hasselblad e seus sucedâneos. Uma sala é inteiramente dedicada ao império Kodak. Despertaram um particular interesse dos alunos as coleções de câmaras de espião e as miniaturas e subminiaturas. Na cela que abrigou Camilo Castelo Branco, mostra-se uma seleção de câmaras especiais, destacando-se a Escopette de Darier e a Ermanox, bem como a câmara utilizada por Tavares da Fonseca nos seus extensos levantamentos aéreos de Portugal. Mostram-se ainda exemplares de “jumelles”, câmaras de corpo rígido e instantâneas, percorrendo a história da Polaroid. O Núcleo Museológico apresenta ainda uma variedade de materiais e equipamentos fotográficos: flashes, exposímetros, químicos e equipamento de laboratório.
Posteriormente, os alunos puderam visitar três exposições temporárias:
- a primeira exposição, “Ilha”, patente ao público de 25 de novembro a 25 de março de 2018, foi desenvolvida no âmbito do projeto "Retratos das Ilhas - Bonfim para além das fachadas", promovido pela Rede Inducar, financiado pelo programa PARTIS da Fundação Calouste Gulbenkian, e tem como objetivo a promoção de espaços de participação e construção coletiva...;
- o projeto “the portuguese prison photo”, patente ao público entre 9 de setembro e 3 de dezembro, mostra diversas prisões portuguesas do lado de dentro, com o objetivo de transmitir uma visão das prisões contemporâneas e históricas de Portugal. As imagens contemporâneas foram captadas por dois fotógrafos, o português Luís Barbosa e o suíço Peter M. Schulthess...;
- a exposição “Rituais do Ver”, patente ao público entre 18 de novembro e 18 de março de 2018, revela um dos temas mais atuais da fotografia de hoje ao fixar o comportamento do público frente a uma oferta institucional, em locais específicos da circulação da cultura, insere-nos num dos problemas a resolver pela sociedade contemporânea, a procura da identidade pessoal....
Os professores acrescentaram ao roteiro da visita de estudo um conjunto de 10 conselhos para fotógrafos, do conceituado fotógrafo da National Geographic, Joel Sartore. Entre conselhos e incentivos, a conclusão de Sartore enfatiza uma ideia a reter: «Os poucos que se mostrarem verdadeiramente apaixonados pela fotografia irão arranjar forma de vingar e fazer aquilo que amam. E, agora mais do que nunca, o mundo precisa de bons contadores de histórias.»
O professor António Costa



Publicado em: 01/12/2017 06:10:46 Partilhar

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